“Here is some disturbing news. According to Patrick Holden, director of the Soil Association, next year is tipped to be “peak oil” year. This means that from 2009, fossil fuel extraction will start tailing off globally – most rapidly in western Europe. Pessimists say the situation will be acute by 2020.
It takes 10 calories of fossil fuel to produce one calorie of food in Western culture. “Anyone can see that this is not sustainable,” says Holden, who predicts that the big issue for coming years will be “food security”.
We have a food system that keeps nothing in stock and everything constantly on the move in trucks, responding to computerised signals when supplies are running low. It is known as the “just in time” system. A lorry drivers’ strike, a volatile situation in the Middle East, an oil blockade – all or any of these could sabotage the process that puts food on our shelves.
“We all hope there won’t be a food emergency,” says Holden, “but many are now thinking not ‘if’, but ‘when’. If we’re prepared, we will survive.”"
Este interessante texto ecoa o “clusterfuck” de hoje:
“In short, get ready for local business. It will surely be part-and-parcel of our local food-growing and manufacturing activities.”
Em Portugal estas pequenas estruturas comerciais subsistem ainda em meios rurais, suburbanos ou familiares, para além dos modestos “mercados biológicos” que vão surgindo.
Tenho encontrado aqui e ali algumas situações destas onde se partilha um lagar ou se colabora em apanhas sazonais em troco de algum do produto recolhido.
By: Nuno on November 24, 2008
at 8:53 pm
Viva Nuno!
Apetece-me dizer que apesar de Portugal ser dos países menos bem preparados mentalmente para a mudança (é certamente discutível), é dos Estados da OCDE, dos que tem condições objectivas para uma transição mais fácil.Tanto uma questão como a outra resultam do facto do nosso desenvolvimento económico ter sido tardio.
Até breve!
P.S: Próximo post precisamente Jim Kunstler.
By: on November 24, 2008
at 9:43 pm
concordo inteiramente!
By: on November 24, 2008
at 10:37 pm
Precisamente.
Embora muitas (demasiadas) vezes essa evolução tardia possa ser frustante julgo que se mantém uma relação forte com o meio rural através de familiares ou antepassados, ou, pelo menos, retém–se alguns conhecimentos importantes como saber ter uma pequena horta, conservar alimentos ou fazer pequenas peças de roupa.
São resquícios de um tempo menos positivo quando estas actividades eram a única saída para muitos mas agora que existe a escolha e a liberdade para as tomar e\ou as coordenar estou optimista face a uma redescoberta do seu valor intrínseco.
Como fala frequentemente das Transition Towns é interesante como este modelo pode muito facilmente ter uma versão portuguesa até porque muitas das situações importantes para tal já existem ou são (ou cada vez mais- eram) tidas em alta conta um pouco por todo o país. Exemplo:
Este Outono fiquei orgulhoso por ter descoberto um lagar de azeite onde pude descarregar algum excedente da cura em troca de azeite caseiro.
Deixo 10% da apanha e tenho azeite para dar e vender- economia local que funciona sem impostos e sem dinheiro. E assim tenho algo essencial que não sei nem podia fazer sozinho.
Soube também de pessoas que cozinham para idosos nesta aldeia em troca de parte dos excedentes do pomar (figueiras e cerejeiras da zona), etc. Existirão outros exemplos.
Noutros países isto teve de ser criado do nada- é uma riqueza que não se pode perder.
By: Nuno on November 24, 2008
at 11:28 pm